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FecomercioSP e Sindilojas participam de debate em Brasília sobre impactos da jornada 5×2

A FecomercioSP e o Sindilojas participam, nesta terça-feira, em Brasília, de um debate com representantes do setor produtivo e parlamentares para discutir os impactos da proposta de redução da jornada de trabalho para o modelo 5×2.

A discussão ocorre em meio à preocupação das entidades empresariais com os efeitos econômicos da medida. Estudos apresentados por representantes do setor apontam que a mudança pode gerar aumento de até 22% nos custos operacionais das empresas, especialmente nos segmentos de comércio e serviços, que dependem de escalas contínuas e maior flexibilidade operacional.

Carlos Augusto Gobbo, presidente do Sindilojas Campinas, e Mauricio Marcon, deputado federal

O posicionamento institucional está alinhado ao Manifesto pela Modernização da Jornada de Trabalho no Brasil, documento assinado por mais de 100 entidades representativas do setor produtivo. O texto reconhece que o debate sobre qualidade de vida e bem-estar do trabalhador é legítimo, mas ressalta a necessidade de avaliação técnica aprofundada quanto aos impactos sobre competitividade, produtividade e preservação do emprego formal.

Emprego formal no centro do debate

De acordo com dados mencionados no manifesto, o Brasil possui entre 38,9 milhões e 48,45 milhões de vínculos formais, conforme diferentes bases estatísticas. Para as entidades, qualquer alteração estrutural na jornada precisa considerar esse contingente e evitar medidas que possam estimular a informalidade ou reduzir contratações.

O documento também destaca que cerca de 40% da população economicamente ativa já se encontra na informalidade, cenário que pode ser agravado caso o aumento de custos comprometa a capacidade de manutenção de postos formais.

Carlos Augusto Gobbo, presidente do Sindilojas Campinas, e Marcel van Hattem, deputado federal

Necessidade de debate técnico e setorial

Carlos Augusto Gobbo, presidente do Sindilojas Campinas, e Luiz Carlos Motta, deputado federal

Durante o debate em Brasília, as entidades defendem que a modernização das regras trabalhistas deve ocorrer com base em quatro pilares:

  • Preservação do emprego formal;

  • Produtividade como fundamento de sustentabilidade;

  • Diferenciação por setor, com fortalecimento da negociação coletiva;

  • Discussão técnica aprofundada, com diálogo social estruturado.

Para a FecomercioSP e o Sindilojas, a adoção de um modelo único de jornada, sem considerar a heterogeneidade dos setores econômicos, pode gerar desequilíbrios relevantes, sobretudo para micro e pequenas empresas.

As entidades reiteram que o objetivo não é impedir o debate, mas garantir que qualquer mudança seja construída de forma responsável, preservando competitividade, emprego formal e estabilidade econômica.

 

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